
Ao analisarmos o mito da caverna abaixo fica bem claro que muitos filmes, textos e filosofias ocultas baseados na iniciação são representados por ele, onde o buscador apenas carrega sua tocha lentamente iluminando seu caminho em direção a um conhecimento maior e que será duramente criticado por outros para chegar ao lado externo da caverna . ( saindo da matrix)
A internet é a caverna nos dias atuais onde as pessoas vivem o mito de forma completa e total , pois não vivem, apenas postam , não raciocinam , apenas mostram. Perderam a capacidade de argumentar e apenas há uma infinidade de discussões egóicas e sem sentido.
Olhando mais de perto vemos a grande estrela do momento “O EU”, como manifestação e grande deidade do momento e a “selfie” sua persona manifesta! Quando se impõe uma opinião, uma idéia absoluta estamos começando a adentrar no palco do egocentrismo, quando se impõe que alguém se cure e esteja feliz você não está querendo o bem do outro apenas esta querendo o seu bem e dentro do seu egocentrismo se livrando do outro como incômodo. O egocentrismo tem várias facetas como uma deidade hindu, dentro dele estão os portadores das verdades supremas e absolutas, os fofoqueiros de plantão que desmoralizam, desautorizam com sua prática de detração aqueles que se opõem a suas idéias para posteriormente oferecer o seu serviço, comportamentos tendenciosos e viciosos estão representados também através do egocentrismo exacerbado.
Porque é mais importante calar do que falar , pois ao ouvir deixamos nosso ego de lado e passamos a respeitar nosso interlocutor e depois vamos expor nossa opinião! Saber querer ousar e calar , precisamos saber para querer e ousar para calar.
Somente estaremos preparados para falar quando alguém quiser realmente nos ouvir com atenção antes disso aquilo que falamos serão apenas palavras ao vento pois nos dias de hoje não há interlocução apenas discurso.
E o que tudo isso tem haver com magia ? Absolutamente tudo ! Para aprender, entender e ser sábio temos que nos livrar dos nossos vícios pois eles são nosso bloqueio espiritual , para sair da nossa caverna precisamos MUDAR e para mudar a si mesmo o gasto de energia é muito grande se ficarmos resistindo as mudanças. O maior vício que temos está naquilo que não queremos mudar , na atitude equivocada e pode ter certeza que ela esta em algum dos quatro verbos do conhecimento.
O vício do querer é a preguiça , o vício do saber é a ignorância , o vício do ousar é a imprudência e o vício do falar é o egocentrismo.
“O que o Mito da Caverna diz?
No texto, Sócrates fala para Glauco imaginar a existência de uma caverna onde prisioneiros vivessem desde a infância. Com as mãos amarradas em uma parede, eles podem avistar somente as sombras que são projetadas na parede situada à frente.
As sombras são ocasionadas por uma fogueira, em cima de um tapume, situada na parte traseira da parede em que os homens estão presos. Homens passam ante a fogueira, fazem gestos e passam objetos, formando sombras que, de maneira distorcida, são todo o conhecimento que os prisioneiros tinham do mundo. Aquela parede da caverna, aquelas sobras e os ecos dos sons que as pessoas de cima produziam era o mundo restrito dos prisioneiros.
Repentinamente, um dos prisioneiros foi liberto. Andando pela caverna, ele percebe que havia pessoas e uma fogueira projetando as sombras que ele julgava ser a totalidade do mundo. Ao encontrar a saída da caverna, ele tem um susto ao deparar-se com o mundo exterior. A luz solar ofusca a sua visão e ele sente-se desamparado, desconfortável, deslocado.
Aos poucos, sua visão acostuma-se com a luz e ele começa a perceber a infinidade do mundo e da natureza que existe fora da caverna. Ele percebe que aquelas sombras, que ele julgava ser a realidade, na verdade são cópias imperfeitas de uma pequena parcela da realidade.
O prisioneiro liberto poderia fazer duas coisas: retornar para a caverna e libertar os seus companheiros ou viver a sua liberdade. Uma possível consequência da primeira possibilidade seria os ataques que sofreria de seus companheiros, que o julgariam como louco, mas poderia ser uma atitude necessária, por ser a coisa mais justa a se fazer.
Platão está dispondo, hierarquicamente, os graus de conhecimento com essa metáfora e falando que existe um modo de conhecer, de saber, que é o mais adequado para se pensar em um governante capaz de fazer política com sabedoria e justiça.
Conclusões acerca do Mito da Caverna
A metáfora proposta pela Alegoria da Caverna pode ser interpretada da seguinte maneira:
Os prisioneiros: os prisioneiros da caverna são os homens comuns, ou seja, somos nós mesmos, que vivemos em nosso mundo limitado, presos em nossas crenças costumeiras.
A caverna: a caverna é o nosso corpo e os nossos sentidos, fonte de um conhecimento que, segundo Platão, é errôneo e enganoso.
As sombras na parede e os ecos na caverna: sombras e ecos nunca são projetados exatamente do modo como os objetos que os ocasionam são. As sombras são distorções das imagens e os ecos são distorções sonoras. Por isso, esses elementos simbolizam as opiniões erradas e o conhecimento preconceituoso do senso comum que julgamos ser verdadeiro.
A saída da caverna: sair da caverna significa buscar o conhecimento verdadeiro.
A luz solar: a luz, que ofusca a visão do prisioneiro liberto e o coloca em uma situação de desconforto, é o conhecimento verdadeiro, a razão e a filosofia.
Mito da Caverna visto nos dias de hoje
Trazendo a Alegoria da Caverna para o nosso tempo, podemos dizer que o ser humano tem regredido constantemente, a ponto de estar, cada vez mais, vivendo como um prisioneiro da caverna, apesar de toda a informação e todo o conhecimento que temos a nossa disposição.
As pessoas têm preguiça de pensar. A preguiça tornou-se um elemento comum em nossa sociedade, estimulada pela facilidade que as tecnologias nos proporcionam. A preguiça intelectual tem sido, talvez, a mais forte característica de nosso tempo. A dúvida socrática, o questionamento, a não aceitação das afirmações sem antes analisá-las (elementos que custaram a vida de Sócrates na antiguidade) são hoje desprezados.
A política, a sociedade e a vida comum deixaram de ser interessantes para os cidadãos do século XXI que apenas vivem como se a própria vida tivesse importância maior que a preservação da sociedade. As notícias falsas estão enganando cada vez mais pessoas que não se prestam ao trabalho de checar a veracidade e a confiabilidade da fonte que divulga as informações.
As redes sociais viraram verdadeiras vitrines do ego, que divulgam a falsa propaganda de vidas felizes, mas que, superficialmente, sequer sabem o peso que a sua existência traz para o mundo. A ignorância, em nossos tempos, é cultivada e celebrada.
Quem ousa opor-se a esse tipo de vida vulgar, soterrada na ignorância, presa na caverna como estavam os prisioneiros de Platão, é considerado louco. Os escravos presos no interior da caverna não percebem que são prisioneiros, assim como as pessoas que estão presas na mídia, nas redes sociais e no mar de informações, muitas vezes desinformantes, da internet, não percebem que são enganadas.
Vivemos na época do predomínio da opinião rasa, do conhecimento superficial, da informação inútil e da prisão cotidiana que arrasta as pessoas, cada vez mais, para a caverna da ignorância.
Este texto é de Francisco Porfírio baseado na república de platão “