
Se tornou comum vermos nas redes sociais as pessoas imitando personagens de séries, inicialmente isso é uma busca pela identidade , principalmente na adolescência. Mas quando esta performance passa para o dia a dia, se torna algo preocupante, pois quando se esconde sua verdadeira face e se passa a atuar o tempo todo há uma quantidade infinita de patologias envolvendo esse ato.
Brincar é algo sadio e incentiva a mente criativa e o bom humor que são ótimos condutores do bem-estar interno, todavia o meio magístico tem seu lado obscuro onde sempre há pessoas se aproveitando da boa fé alheia por vários motivos assim como no mundo todo, não vivemos em uma bolha, coexistimos com ela. Aqui não se trata de julgar mas de expor de forma sincera que nos dias atuais a infantilização da prática mágica tem inúmeras facetas, quando uma pessoa se fantasia e veste um personagem eternamente estamos deixando evidente que queremos esconder nosso verdadeiro ser e nos tornamos alvos fáceis para pessoas com má-fé. Representar que se faz um ato mágico, como em uma eterna performance sem o ser, e vender essa suposta magia, acarretará para a pessoa crises de identidade e de ansiedade, pois a manutenção da máscara social é auto mutiladora além do fato que essa mesma pessoa poderá encontrar em seus caminhos um magista verdadeiro .
Outro problema crônico é a questão de parecer malvado e a relativização do que é mal. Se alguém mata todos os que você ama e destrói sua vida isso será maléfico em qualquer lugar. O medo é uma defesa contra o que poderá nos fazer mal, ter consciência e gerenciar seus medos é o ideal. Porém a prática da bruxaria e da magia nos torna inconsequentes; não é porque vencemos uma batalha que venceremos todas. Não ser uma vítima da vida ou de si mesmo é uma premissa da prática mágica e é disso que se trata a famosa astúcia, entender seus medos e limites. No oposto dessa visão estão as pessoas fantasiosas que preferem não olhar a realidade e imaginam um mundo fantasioso ao estilo Disney. Nessa fantasia moram diversos tipos de transtornos que são retroalimentados, pois a fantasia de beleza e bondade cria um mundo particular, que leva a pessoa a uma cisão com a realidade que a faz passar a viver nesse mundo fantasioso.
Esse texto tem por objetivo levar a reflexão para que as pessoas não façam da magia uma fuga da realidade, mas que ela seja algo real e palpável dentro de suas vidas, ajudando em um caminho de saúde mental e não de transtornos.